Maçons Presidentes do Brasil

Manoel Deodoro da Fonseca – 1º Presidente da República do Brasil

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Foi iniciado em 20 de setembro de 1873 na tradicional Loja Maçônica ROCHA NEGRA, da localidade de São Gabriel, no Estado do Rio Grande do Sul. Deodoro foi o 13º Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, exercendo o cargo de 24/03/1890 a 18/12/1891.
Militar, nascido na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, estado de Alagoas, em 5 de agosto de 1827. Cursou Artilharia na Escola Militar do Rio de Janeiro (1843-1847). Durante o Império participou da brigada expedicionária ao rio da Prata, do cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai, onde comandou o 2º Batalhão de Voluntários da Pátria, além de ter combatido a Revolta Praieira em Pernambuco. Recebeu a comenda no grau de Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro em 1866, e no ano seguinte a Medalha do Mérito Militar. Comandante das Armas do Rio Grande do Sul (1883-1888), foi também presidente da província (1885-1888). Elegeu-se o primeiro presidente do Clube Militar (1887-1889), comandando os setores antiescravistas do Exército. Foi nomeado comandante das Armas da província do Mato Grosso em 1888, regressando ao Rio de Janeiro no ano seguinte, onde assumiu a chefia do governo provisório da República em 15 de novembro de 1889. Por meio de eleição indireta, passou a exercer a presidência em 25 de fevereiro de 1891. Faleceu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1892.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Floriano Vieira Peixoto – 2º Presidente da República do Brasil

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Segundo recentes pesquisas realizadas em Alagoas, Floriano foi iniciado na Loja “Perfeita Amizade Alagoana”, nº 181. a 15 de fevereiro de 1871, recebendo o nome simbólico de Carlos Magno. Seu tio, que o educou, era, na época, Secretário da Loja.
Militar, nascido em Ipioca, atual Floriano Peixoto, estado de Alagoas, em 30 de abril de 1839. Formado em engenharia, participou da Guerra do Paraguai e foi presidente da província de Mato Grosso. Alinhado com os setores antiescravistas do Exército, destacou-se no processo de instauração da República, passando a exercer a vice-presidência em 25 de fevereiro de 1891. Com a renúncia de Deodoro da Fonseca, assumiu a presidência da República em 23 de novembro de 1891. Faleceu na cidade de Divisa, estado do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Prudente José de Moraes Barros – 3º Presidente da República do Brasil

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É provável que ele tenha sido iniciado maçom, entre 1862 e 1863 — através da Loja “Sete de Setembro”, da Capital de S. Paulo, fundada por seus amigos Campos Salles e Rangel Pestana, embora existam autores que afirmam que ele tenha sido iniciado na Loja “Beneficência Ituana”, de Itu (SP), o que não é comprovado. Não restam dúvidas, todavia, de que tenha sido maçom, já que, em 1875, constou como um dos fundadores da Loja “Piracicaba”, de Piracicaba (SP), e, quando ele já era presidente da República, o seu nome foi lançado como candidato ao Grão-Mestrado do Grande Oriente.
Advogado, nascido na cidade de Itu, estado de São Paulo, em 4 de outubro de 1841. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo (1863). Vereador e presidente da Câmara Municipal de Piracicaba (1865-1868). Deputado provincial em São Paulo pelo Partido Liberal – PL (1868-1869). Filiou-se ao Partido Republicano Paulista – PRP (1876). Deputado provincial pelo PRP (1878-1879/1881-1882). Deputado geral por São Paulo pelo Partido Republicano – PR (1885). Deputado na Assembleia Geral do Império, por São Paulo, pelo Partido Republicano (1885-1886). Deputado provincial (1888-1889). Após integrar a junta governativa de São Paulo, instituída com a proclamação da República, assumiu o governo daquele estado (1889-1890). Como senador por São Paulo exerceu a presidência da Assembleia Nacional Constituinte (1890-1891) e a vice-presidência do Senado (1891). Disputou, nesse mesmo ano, a presidência da República com Deodoro da Fonseca, perdendo a eleição indireta por uma pequena margem de votos. Tornou-se presidente do Senado até 1894, em substituição a Floriano Peixoto, então titular desta casa, quando este assumiu a presidência da República. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1894. Chefia o Partido Republicano Dissidente de São Paulo (1901). Faleceu na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo, em 13 de dezembro de 1902.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Campos Salles – 4º Presidente da República do Brasil

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Não se sabe, com certeza, onde e quando ele foi iniciado maçom, podendo ter sido na Loja “Independência”, de Campinas (SP). Mas, certamente, foi maçom, pois, em 1863, foi um dos fundadores da Loja “Sete de Setembro” e também pertenceu ao quadro da mesma Loja “Independência”, já que participou do reerguimento da Loja — que cessara suas atividades por algum tempo — em junho de 1868. Em 1883, ele foi nomeado interventor do Grão-Mestrado na Loja “Regeneração III”, de Campinas, e, no mesmo ano, recebeu o título de membro honorário do Supremo Conselho do Brasil.
Advogado, nascido na cidade de Campinas, estado de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1841. Foi deputado provinciano pelo Partido Liberal de São Paulo (1868-1869). Membro das comissões provisória (1872) e permanente (1873) do Partido Republicano (PR), elegeu-se vereador em Campinas por este partido (1872-1876), e deputado geral (1885). Foi presidente da comissão central do Partido Republicano de São Paulo (1889), tendo sido deputado provincial por essa legenda (1882-1883 e 1888-1889). Foi ministro da Justiça do governo provisório (1889-1891) e senador por São Paulo à Assembleia Nacional Constituinte (1890-1891). Residindo na Europa (1892-1893), atuou como colaborador do Correio Paulistano. Voltou ao senado (1894-1895), e se tornou presidente do estado de São Paulo (1896-1897). Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1898. Foi novamente senador por São Paulo (1909-1912), e assumiu o cargo de ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina (1912). Faleceu na cidade de Santos, estado de São Paulo, em 28 de junho de 1913.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Nilo Procópio Peçanha – 7º Presidente da República do Brasil

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Foi iniciado, a 11 de outubro de 1901, através da Loja “Ganganelli do Rio”. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo, em vista da situação política do país, que exigia a sua atenção.
Advogado, nascido na cidade de Campos, estado do Rio de Janeiro, em 2 de outubro de 1867. Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de Recife (1887). Fundador e presidente do Clube Republicano de Campos e do Partido Republicano Fluminense – PRF, em Campos-RJ (1888). Foi deputado à Assembleia Nacional Constituinte (1890-1891), deputado federal pelo Partido Republicano Fluminense (1891-1903) e senador (1903). Renunciou ao mandato de senador para assumir a presidência do estado do Rio de Janeiro (1903-1906). Foi um dos signatários do Convênio de Taubaté-SP, enquanto presidente do Rio de Janeiro, assim como os presidentes de São Paulo e Minas Gerais (1906). Foi eleito vice-presidente da República em 1906 e, com o falecimento de Afonso Pena, assumiu a presidência em 14 de junho de 1909. Em 1912, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, estado do qual tornou-se mais uma vez presidente entre 1914 e 1917. Foi ministro da Relações Exteriores (1917) no governo de Delfim Moreira e em 1921 concorreu à presidência da República na legenda da Reação Republicana, sendo vencido nas urnas por Artur Bernardes. Senador pelo Rio de Janeiro (1918-1920). Faleceu no Rio de Janeiro, em 31 de março de 1924.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Hermes Rodrigues da Fonseca – 8º Presidente da República do Brasil

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Ingressou na maçonaria, a 6 de outubro de 1876, através da Loja “Ganganelli do Rio”, do Rio de Janeiro.
Militar, nascido na cidade de São Gabriel, estado do Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1855. Hermes da Fonseca era republicano, membro da maçonaria e sobrinho do primeiro presidente do país, Deodoro da Fonseca. Ministro da Guerra do governo de Afonso Pena (1906-1909), instituiu a Lei do Serviço Militar Obrigatório. Em 1910, foi um dos fundadores do Partido Republicano Conservador. Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1910.
Com o assassinato de Pinheiro Machado, dirigente do Partido Republicano Conservador, deixou o Brasil em 1915 para residir na Europa, após pedir licença do Exército. Retornou ao país em 1920 e, em 1923, foi transferido para a reserva no posto de marechal. Faleceu na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, em 9 de setembro de 1923.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Wenceslau Bras Pereira Gomes – 9º Presidente da República do Brasil

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Iniciado maçom, através da Loja “Caridade Mocoquense” – Mococa (SP), a 7 de março de 1896.
Advogado, nascido na cidade de São Caetano da Vargem Grande, hoje Brasópolis, estado de Minas Gerais, em 26 de fevereiro de 1868. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (1890). Promotor público em Jacuí e, mais tarde, de Monte Santo, onde também foi prefeito (1890-1891). Deputado estadual pelo Partido Republicano Mineiro – PRM (1892-1898). Foi secretário do Interior, Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (1898-1902). Eleito deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (1903), tornando-se líder da bancada mineira e, pouco depois, da maioria no Congresso. Assumiu a presidência de Minas Gerais em 1909. Elegeu-se vice-presidente da República (1910) na chapa de Hermes da Fonseca. Fundador e presidente da Companhia Industrial Sul-Mineira (1912). Por meio de eleição direta, assumiu a presidência da República em 15 de novembro de 1914. Membro da comissão executiva do PRM (1929-1930). Membro do Conselho Supremo da Legião Liberal Mineira (1931-1932). Foi um dos organizadores e membro da comissão diretora do Partido Social Nacionalista (1932). Presidente da Companhia Industrial Força e Luz de Itajubá; da Fábrica de Tecidos Codorna; do Banco de Itajubá. Faleceu na cidade de Itajubá, estado de Minas Gerais, em 15 de maio de 1966.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Delfim Moreira – 10º Presidente da República do Brasil

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O seu nome consta, ao lado dos de Octavio Meyer, Bernardo Monteiro de Carvalho, Nicolau José Rodrigues Torres, Paulo de Faro Fleury, João Fleming, José Faccio, Apolinário José dos Santos Mora, Manoel Fernandes Gomes e Cornélio Antônio Fernandes, como membro da diretoria instaladora da Loja “Atalaia do Sul”, a primeira a ser fundada, a 8 de agosto de 1898, em Santa Rita do Sapucaí (MG), na jurisdição do Grande Oriente do Brasil. Pertenceu à Loja “Belo Horizonte” e, provavelmente, nela foi iniciado.
Advogado, tendo cursado a Faculdade de Direito de São Paulo (1890), nasceu na cidade de Cristina, estado de Minas Gerais, em 7 de novembro de 1868. Foi juiz municipal em Santa Rita do Sapucaí, tornando-se vereador e presidente da Câmara Municipal (1893). Nomeado secretário do Interior de Minas Gerais (1902-1906) e presidente de Minas Gerais (1914-1918), elegeu-se senador estadual (1907-1909) e deputado federal (1909-1911), mas renunciou para retornar à Secretaria (1910-1914). Elegeu-se vice-presidente da República, em 1918, na chapa de Rodrigues Alves. Com a doença e posterior falecimento do presidente eleito, que não chegou a ser empossado, Delfim Moreira assumiu interinamente a presidência da República. Faleceu na cidade de Santa Rita do Sapucaí, estado de Minas Gerais, em 1º de julho de 1920.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Washington Luís Pereira de Sousa – 13º Presidente da República do Brasil

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Embora não se saiba a data e o local de sua iniciação maçônica, sabe-se que ele pertenceu à Loja “Filantropia II”, de Batatais (SP), da qual foi fundador e primeiro Venerável Mestre. Em S. Paulo, fez parte, desde 1921, do quadro da Loja “União Paulista”, do Grande Oriente do Brasil, sendo, também, membro honorário da Loja “Amizade”.
Advogado, nascido na cidade de Macaé, estado do Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1869. Graduou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo (1891). Nomeado promotor público em Barra Mansa-RJ (1892), mas renunciou ao cargo para dedicar-se à advocacia, em Batatais-SP, onde iniciou sua carreira política. Vereador em Batatais-SP pelo Partido Republicano Federal – PRF e presidente da Câmara Municipal (1897). Prefeito em Batatais (1898-1899). Eleito deputado federal pelo Partido da Lavoura (1900), não assumindo por não ter seu diploma reconhecido pela Comissão de Verificação de Poderes da Câmara dos Deputados. Deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista – PRP (1904-1906), participando da Constituinte paulista, que reviu a Constituição do estado (1905); deixou o cargo de deputado para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (1906-1912). Líder da bancada situacionista e deputado estadual pelo PRP (1912-1913), interrompendo seu mandato para ser prefeito de São Paulo-SP (1914-1919), quando enfrentou a greve geral de 1917. Foi presidente do estado de São Paulo (1920-1924). Chefiou o 3º Batalhão organizado em Batatais para combater os rebeldes paulistas (1924), os quais formariam, em 1925, a Coluna Miguel Costa-Prestes. Senador pelo Partido Republicano Paulista (1925-1926). Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1926. Foi deposto pela Revolução de 1930, em 24 de outubro, e cumpriu exílio na Europa e nos Estados Unidos, retornando ao Brasil em 1947. Depois de voltar do exílio, fixou residência em São Paulo e se dedicou a estudos históricos. Foi membro benemérito da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; presidente honorário da Cruz Vermelha Brasileira; membro dos Institutos Histórico e Geográfico de São Paulo, Bahia e Ceará; integrante da Academia Paulista de Letras; membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Faleceu em São Paulo, em 4 de agosto de 1957.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


João Fernandes Campos Café Filho – 21º Presidente da República do Brasil

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Advogado, nascido na cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte, em 3 de fevereiro de 1899. Foi fundador do Jornal do Norte (1921), editor de O Correio de Bezerros na cidade pernambucana de Bezerros (1923), e diretor do jornal A Noite (1925), tendo escrito neste último, artigos nos quais pedia a soldados, cabos, sargentos e jovens oficiais que se recusassem a combater a chamada “Coluna Prestes”, o que resultou na sua condenação a 3 meses de prisão. Fugiu então para a Bahia em 1927, sob o nome de Senílson Pessoa Cavalcanti, mas acabou retornando a Natal, onde se entregou. Em 1923, candidatou-se a vereador em Natal, mas fracassou. Ingressou na Aliança Liberal e foi um dos fundadores, em 1933, do Partido Social Nacionalista do Rio Grande do Norte (PSN). Elegeu-se deputado federal (1935-1937) e destacou-se pela defesa das liberdades constitucionais. Ameaçado de prisão, asilou-se na Argentina, retornando ao Brasil em 1938. Fundou, com Ademar de Barros, o Partido Republicano Progressista (PRP), pelo qual se elegeu deputado federal (1946-1950). Eleito vice-presidente por uma coligação de partidos que se fundiram sob a sigla do Partido Social Progressista (PSP), assumiu a presidência da República com o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Foi nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara (1961-1970). Faleceu no Rio de Janeiro em 20 de fevereiro de 1970.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República


Nereu de Oliveira Ramos – 23º Presidente da República do Brasil

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Foi iniciado maçom a 6 de fevereiro de 1918, através da Loja “Ordem e Trabalho”, de Florianópolis (SC) e do Grande Oriente do Brasil, fundada a 13 de agosto de 1902. Foi diversas vezes Venerável Mestre (presidente) dessa Loja, tendo feito parte, também, do quadro da “Regeneração Catarinense”, de Florianópolis (fundada a 2 de abril de 1860) e também do Grande Oriente do Brasil.
Advogado, nascido na cidade de Lajes, estado de Santa Catarina, em 3 de setembro de 1888. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo (1909). Deputado estadual (1911-1912). Secretário da delegação brasileira às conferências internacionais de Direito Marítimo e Letras de Câmbio, realizadas em Bruxelas e Haia (1912/1913). Oficial-de-gabinete do presidente de Santa Catarina, que era o seu pai (1914). Redator-chefe de “O Dia”, órgão do Partido Republicano Catarinense – PRC (1914-1917). Novamente deputado estadual (1919-1921), fundador e primeiro presidente (1927-1932) do Partido Liberal Catarinense (PLC). Fundador dos jornais “A Noite”, de Florianópolis, e “A República” (1921). Elegeu-se deputado federal pelo PLC em 1930, mas teve seu mandato cassado em virtude da revolução e do fechamento do Congresso. Foi líder da campanha da Aliança Liberal, em Santa Catarina (1929-1930). Participou da Revolução de 1930 e apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932, demitindo-se da presidência do Partido Liberal Catarinense – PLC. Foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Santa Catarina (1932), onde lecionou Direito Constitucional e Teoria do Estado. Foi um dos deputados integrantes da comissão encarregada de examinar o anteprojeto de Constituição preparado pelo Governo Provisório (1933). Deputado federal (1934-1935). Deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1934, foi eleito indiretamente governador de Santa Catarina (1935-1937). Com o golpe de 1937, foi nomeado interventor federal nesse estado, cargo que ocupou até o fim do Estado Novo, em 1945. Nesse mesmo ano, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina, legenda na qual se elegeu senador constituinte e líder da maioria. Findos os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, em 19 de setembro de 1946, foi eleito indiretamente vice-presidente da República e presidente do Senado (1946-1951). Presidente interino da República (1949 e 1955). Foi presidente do PSD (1947-1949), deputado federal nessa legenda e presidente da Câmara dos Deputados (1951-1955). Em outubro de 1954, foi eleito senador pelo PSD e, em 1955, tornou-se vice-presidente do Senado. Ministro da Justiça e Negócios Interiores (1956-1957). Ministro Interino da Educação (1958). Senador (1957-1958). Faleceu em desastre aéreo, ocorrido em Curitiba, em 16 de junho de 1958.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani


Jânio da Silva Quadros – 25º Presidente da República do Brasil

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Iniciado maçom, através da Loja “Libertas”, de São Paulo em 07 de agosto 1946 — quando a Loja estava no Grande Oriente do Brasil — afastando-se logo depois, antes de ter atingido o grau de Mestre Maçom. Só voltaria, então, em 1985, através da Loja “Nova Era Paulista”, da Grande Loja do Estado de São Paulo, sendo regularizado a 10 de outubro de 1985. A 24 de dezembro de 1989, desligou-se dela, para fundar a Loja “Luz do Oriente”, também na Grande Loja.
Advogado, nascido em Campo Grande, estado do Mato Grosso do Sul, em 25 de janeiro de 1917. Transferiu-se com a família para São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo aos 18 anos, bacharelando-se em 1939. Inicia sua carreira política nesse estado. Foi vereador (1948-1950) pelo Partido Democrata Cristão (PDC), deputado estadual na mesma legenda e líder de sua bancada (1951-1953), prefeito de São Paulo (1953-1954) pelo PDC e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e governador desse estado (1955-1959). Elegeu-se deputado federal pelo estado do Paraná na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1958, mas não chegou a participar das sessões do Congresso, porque viajou para o exterior. Foi eleito presidente da República, com o apoio da União Democrática Nacional (UDN), tendo como vice o candidato da oposição João Goulart. Primeiro chefe de Estado a tomar posse em Brasília, em 31 de janeiro de 1961, renunciou ao cargo sete meses depois, abrindo uma grave crise política no país. Candidatou-se ao governo do estado de São Paulo em 1962, mas foi derrotado. Por ocasião do golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos. Dedicou-se a atividades privadas e após ter feito pronunciamentos políticos em 1968, é confinado na cidade de Corumbá-MS. Retornou à política após a anistia e, em 1982, candidatou-se, sem sucesso, ao governo de São Paulo. Em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo, pelo PTB. Faleceu na cidade de São Paulo, em 16 de fevereiro de 1992.

FONTE: Biblioteca da Presidência da República; José Castellani