Rito Escocês Antigo e Aceito

 

O primeiro conjunto de trinta e três graus do Rito Escocês Antigo e Aceito aparece, com algumas diferenças dos atuais, no conteúdo da Constituição redigida em 1º de maio de 1786. O Rito Escocês Antigo e Aceito é uma prática ritualística estabelecida em 1802, nos Estados Unidos da América do Norte, com 33 graus, sendo 30 oriundos do Rito de Perfeição e do Rito Antigo e Aceito e 3 das Lojas azuis da maçonaria norte americana. O Rito de Perfeição foi criado em Paris, em 1758, com 25 graus, no Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente. O Rito Antigo e Aceito com 33 graus originou-se do Rito de Perfeição, em Bordéus, em 1786, no Conselho de Grandes Inspetores, que elaboraram a Constituição, os estatutos e regulamentos do Conselho e do rito.

Em breve resumo, o Rito de Perfeição atravessava um período de obscurecimento quando os 25 graus eram vendidos a quem pudesse e desejasse comprá-los. Em Charleston, 1783, Isaac da Costa, Deputado do Inspetor nomeado por Moisés Hayes, liderou campanha de combate à propaganda negativa desenvolvida contra a maçonaria. Dizia-se que era sustentada pelo dinheiro de judeus vinculados a empresas internacionais. Foi nesse período de sombras que nasceu, entre os maçons judeus, o mito do rei Frederico, o Grande, dentro da maçonaria. Os cinco judeus fundadores do Supremo Conselho do grau 33º do REAA, em Charleston, em 1801, – John Mitchell, Federico Dalcho, Emílio de la Motta, Abraham Alexandre e Isaac Auld -, anexaram os documentos constitucionais produzidos em 1786 à circular distribuída em 31 de maio de 1802 ao mundo maçônico, anunciando a criação do primeiro Supremo Conselho. A chamada Constituição de 1786 foi assim publicada, trazendo dezoito artigos e a assinatura de Frederico II. A apresentação do documento teve aparências para indicarem o rei da Prússia chefe do Conselho de Grandes Inspetores do rito, como as atas da Grande Loja de Perfeição de Nova York, fundada em 1767, em que constava a solicitação, a 3 de setembro de 1770, a remessa a Berlim dos relatórios das atividades da entidade.

Notícias complementares informaram que Frederico II, em seu leito de morte, tivera condições de ratificar a grande Constituição de 1786, cujo original estava redigido em francês. A vinculação da pessoa do rei Frederico, o Grande, com a Constituição de 1786, na opinião de analistas, foi intencional para valorizar a maçonaria na América e estancar a queda de credibilidade que a venda de graus provocara na Europa.

Apesar do testemunho da grande Constituição que dá o Rito Antigo e Aceito com 33 graus como definitivamente organizado em 1786, demonstrou-se também plenamente que isso se conheceu muito tempo depois dessa data. Esse documento assinado pelo rei Frederico II suscitou acaloradas discussões entre os defensores da autenticidade da assinatura e os céticos na participação do monarca prussiano na elaboração da grande Constituição de 1786. Os divergentes afirmam que Frederico não participou dos trabalhos ativos das Lojas nos seus últimos quinze anos de vida por ter a saúde debilitada. Além disso, Frederico mostrou-se intransigente opositor à prática dos chamados altos graus, os quais considerava o centro da corrupção na confraria maçônica na época. É inegável que o conjunto-base do sistema escocês antigo e seus trinta e três graus constam nos estatutos e regulamentos redigidos em Bordéus, em 1786, e cujo texto completo e oficial está no Recueil des Actes du Suprême Conseil de France, de Letier, Paris, 1832, assim como as constituições, estatutos e regulamentos para o Governo do Conselho de Grandes Inspetores, com a assinatura, legítima ou não, de Frederico, o Grande.

Os trinta e três graus:

 LOJA SIMBÓLICA (Grau Simbólico)

1) Aprendiz
2) Companheiro
3) Mestre

 LOJA DA PERFEIÇÃO (Graus Inefáveis)

4) Mestre Secreto
5) Mestre Perfeito
6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
7) Preboste e Juiz ou Mestre Irlandês
8) Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel
9) Cavaleiro Eleito dos Nove Mestre Eleito dos Nove
10) Cavaleiro Eleito dos Quinze ou Ilustre Eleito dos Quinze
11) Sublime Cavaleiro dos Doze ou Sublime Cavaleiro Eleito
12) Grão-Mestre Arquitecto
13) Cavaleiro do Real Arco (de Enoch)
14) Grande Eleito da Abóboda Sagrada de Jaime VI ou Grande Escocês da Perfeição ou Grande Eleito ou Antigo Mestre Perfeito ou Sublime Maçom

 LOJA CAPÍTULAR (Graus Capitulares)

15) Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
18) Cavaleiro ou Soberano Príncipe Rosa-Cruz

CONSELHO KADOSH (Graus Filosóficos)

19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês de Jerusalém Celeste
20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre “ad Vitam” ou Venerável Grão-Mestre de todas as lojas
21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
23) Chefe do Tabernáculo
24) Príncipe do Tabernáculo
25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
27) Grande Comendador do Templo ou Soberano Comendador do Templo de Salomão
28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia ou Patriarca dos Cruzados ou Grão-Mestre da Luz
30) Grande Inquisidor, Grande Eleito Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra

CONSISTÓRIO (Graus Administrativos)

31) Grande Juiz Comendador ou Grande Inspetor Inquisidor Comendador
32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria

SUPREMO CONSELHO (Grau Administrativo)

33) Grande Inspector-Geral